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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Licor de Jenipapo do Largo. Sabor e história que encantam...

Safra 2010
A história do Licor de jenipapo do Largo começa em 2010, quando fizemos a primeira safra. A idéia foi a de reaproveitar os frutos que caem  no chão, fazer o licor e contar a história do Arraial de Mestre D’Armas.  Segundo alguns moradores mais idosos, a árvore centenária foi a primeira cadeia do Arraial. Á época era dada aos criminosos a pena de ficarem amarrados no seu tronco. Hoje a árvore serve de ponto de encontro para os moradores da praça que ali ficam para botar a conversa em dia.  De novembro a janeiro seus frutos começam a cair. O trabalho de colheita é coletivo.  O principal parceiro é o jardineiro Adilson, que quando chega a Praça já vai catando os frutos do chão. Adilson, tem como parceiros, os dois vigilantes  da Igrejinha   que carinhosamente chamamos de "Bilú" e "Vildo", que com muito carinho guardam os frutos, ficando de olho para que passemos para apanhá-los. Na parte da tarde, contamos também com a parceria dos que usam o famoso banquinho que fica ali próximo, para botar a conversa em dia e esperar o pão da padaria Brasil assar. Ainda tem as garrafas que reutilizamos, também doadas pelos parceiros dos bares da redondeza, lembrando com carinho do Sr. Antônio que já não está entre nós, mas tem a  Dona Maria sua esposa que ficou cuidando Bar Guaraciaba. Para o rótulo, outra parceria importante: a do amigo Welerson, aluno do CEMEC, Instituição que acolhe adolescentes em grupo de risco. Welerson, autodidata, retratou no desenho, a Casa das Artes Dona Nilda Campos, um dos casarões da Pracinha. Na arte final, a parceria de Marise Jardim e Leandro Peredo em 2010 e Rodrigo Otávio em 2011. Após a etapa da colheita, vem o preparo. O licor é saboroso e muito especial. É uma ótima opção de presente, além de contribuir para divulgar a luta quanto à necessidade de defender nosso rico patrimônio cultural material e imaterial, com a intensa participação da comunidade. O principal patrimônio de uma comunidade, são as relações do bem viver, a cooperação. São os costumes adquiridos ao longo da evolução de uma cidade. É a rotina de um ambiente saudável onde todos são parceiros da história. Contatos: 9279-0003 / 8594-5282 / 3049-3497 

Safra 2012
Rótulo 2012

domingo, 1 de janeiro de 2012

Obras para avaliar estrutura da Igrejinha São Sebastião

 Começaram as providências para a salvaguarda de nossa querida Igrejinha Velha. A equipe da NOVACAP está relizando prospecção para avaliar sua estrutura, a GEOSERVICE fazendo a coleta de material do solo para análise. Todo trabalho sob a atenção do Engenheiro da Secretaria de Cultura Cleiiton Maroclo que não mede esforços em nos passar todas as informações. Gostaríamos de agradecer o carinho do Deputado Claudio Abrantes em nos ligar logo de manhã da Igrejinha e para dizer que continua firme nas articulações. Agradecer também ao empenho de nosso querido consultor voluntário Rogerio De Salles Carvalho Estamos todos de parabéns, amigos do Face que estão dando força, curtindo, compartilhando, comentando, todos somos responsáveis pelo resultado positivo da luta. Luta que continuará ainda mais forte agora em 2012.





segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

1a. Reunião de articulação para benfeitorias na Igrejinha


No dia 02 de dezembro aconteceu a primeira reunião de análise da situação em que se encontra Igrejinha São Sebastião. O objetivo foi deliberar providências imediatas para solucionar o problema. A Igrejinha está em uma situação delicada, com muitas rachaduras e, por isso, precisa de muita atenção por parte da população e dos gestores públicos. Na oportunidade, o dep. Cláudio Abrantes passou aos presentes as articulações que estavam sendo feitas com as equipes técnicas, sendo marcada nova reunião para o dia 03 com a presença da equipe técnica da Secretaria da Cultura, da Administração Regional e da Novacap. Presentes: Dep.Cláudio Abrantes e seu convidado Preto Rezende, o Arquiteto Rogério Carvalho, o repórter do Intervalo Virtual, Bart Almeida, Francesca Calvo, arquiteta italiana que acompanha os trabalhos, e membros da Associação dos Amigos do Centro Histórico Marcelo Antônio e Simone Macedo.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Exposição "Objetos de uma Folia"


Está aberto a comunidade, no MHAP-Museu Histórico Artístico e Cultural de Planaltina, a exposição "Objetos de uma Folia". As peças expostas são do acervo pessoal de Souza Lima  e sua trajetória de luta para a preservação da Festa do Divino, principalmente a Folia da Roça.
O Museu fica aberto diariamente das 9 as 18 hs , de sexta da domingo.

Chove dentro do Museu de Planaltina



Durante uma tempestade não adianta buscar abrigo dentro do Museu de Planaltina. São tantas goteiras que chove literalmente dentro do espaço. O nosso jornalista colaborador Rodrigo Otávio, morador da cidade, fez o flagrante durante uma reportagem no local. Assista ao vídeo e veja como fica a situação do museu. Deplorável! Os moradores não merecem ver um patrimônio histórico da cidade tão abandonado. A idéia inicial da nossa equipe era apresentar o museu, mostrar o valor que tem para a cidade. Mas foi triste ver o descaso no local.
A administração de Planaltina informou que aguarda autorização da Secretaria de Cultura para fazer os reparos no telhado do museu. Mas nenhum prazo foi dado para o conserto.
Fique por dentro:
Museu Histórico de Planaltina é o maior patrimônio de valor histórico de Planaltina, o museu havia sido desativado no ano 2000 e passou por uma restauração minuciosa em 2007. A reforma custou R$ 471.482,75 e foi realizada em parceria com a Administração Regional de Planaltina. As estruturas do Museu traz um estilo colonial rústico, característico de construções do início do século 20. O Museu Histórico e Artístico de Planaltina foi construído por Afonso Coelho Silva Campos, inaugurado em 22 de abril de 1974 e tombado como Patrimônio Histórico Nacional em 1987. Hoje o Museu encontra-se protegido pela inscrição do Livro II – Edifícios e Monumentos Isolados, pelo Departamento de Patrimônio Histórico e Artístico (Depha). A construção também serviu de residência, até 1973, quando o GDF adquiriu o imóvel mediante desapropriação amigável, visando preservar as tradições e características culturais de Planaltina. O Museu fica na Praça Salviano Guimarães, nº 24, Setor Tradicional, Planaltina.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Carta de Defesa do Patrimônio Cultural de Planaltina-DF


CARTA DE DEFESA DO PATRIMÔNIO CULTURAL DE PLANALTINA – DF

Considerando que a 1ª. Audiência de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Planaltina-DF realizada em 11 de setembro de 2009 em Planaltina-DF determinou que se fosse criada uma Comissão para redigir a Carta de Planaltina-DF voltada para a conservação e tombamento do Centro Histórico;

Considerando que Planaltina é a única Região Administrativa do DF com 150 anos completos em 2009, e que ainda apresenta um núcleo histórico parcialmente conservado;

Considerando a suma importância da conservação do patrimônio histórico, artístico, cultural e paisagístico de Planaltina – DF;

A COMISSÃO EM DEFESA DO PATRIMONIO HISTÓRICO,
ARTÍSTICO, CULTURAL E PAISAGÍSTICO DE PLANALTINA – DF Sugere aos poderes Federais, Distritais, ao IPHAN, a DEPHA:

1 - que a Região Administrativa de Planaltina DF e entorno sejam incluídos em Programas Federais e Distritais de Preservação e Revitalização do Patrimônio Ambiental Urbano;

2 - que se conceda a devida prioridade ao tombamento, inclusive federal, e a restauração e apresentação de bens culturais da região, visando o desenvolvimento integral da comunidade, por meio do turismo cultural;

3 - que os órgãos responsáveis (IPHAN, DEPHA) orientem tecnicamente a Administração Regional, Câmaras Federais e Legislativas e autoridades na maneira de procederem em relação à conservação e restauração de monumentos tais como sedes de fazendas, engenhos, igrejas, capelas, teatros, casas urbanas, e outros, com seus respectivos acervos, a fim de que o importante patrimônio cultural da região seja apresentado em forma autêntica e correta;

4 - que sejam divulgadas as leis e decretos de preservação do patrimônio histórico, artístico, cultural e paisagístico, bem como as normas emanadas do IPHAN, DEPHA, orientando a Administração, câmaras legislativa distrital e
federal e a população para o seu cumprimento;

5 - que, dentro das funções de propor as medidas recomendáveis para salvaguardar o patrimônio histórico e artístico de nossa cidade, sejam estudadas não somente as que se refiram aos monumentos considerados
isoladamente tais como o Morro da Capelinha e a Pedra Fundamental, mas igualmente considerados estes em relação a seu marco urbano, integrando-as ao plano diretor de Planaltina; 

6 - que os bens tombados sejam devidamente revitalizados, dando-se-lhes utilidade e funções adequadas às suas finalidades;

7 - que os poderes públicos isentem de impostos as casas, fazendas e outros monumentos arquitetônicos de valor histórico, artístico ou cultural, e lhes concedam auxílio financeiro, desde que os proprietários levem a efeito,
permanentemente, a sua preservação;

8 - que, em seus planos diretores e códigos de obras, a Administração e Câmara Legislativa dêem ênfase especial à ocupação do solo, visando áreas verdes e de lazer, circulação de pedestres e de veículos, taxa de ocupação
de edifícios (estabelecendo afastamentos e gabaritos), poluição visual e zoneamento por setores (histórico, industrial, bancário, residencial, etc.), e áreas a serem preservadas;

9 - que sejam subvencionados os museus existentes e instalados outros e casas de cultura ou de memória que reflitam a história, a cultura e a arte do povo e da região;

10- que sejam inventariados os bens que formam o patrimônio cultural de Planaltina, como monumentos, sítios arqueológicos, históricos e
paisagísticos, arquivos (municipais, religiosos e judiciais), bibliotecas,
coleções de arte públicas e particulares, e manifestações folclóricas;

11 - que seja elaborado um roteiro turístico-cultural de Planaltina, que integre os bens tombados, as festas religiosas, as manifestações folclóricas, os sítios paisagísticos e os locais de interesse histórico e artístico;

12- que sejam fomentados o artesanato, a arte popular, o folclore e a culinária regional, com a instalação de exposição-feira artesanal
permanente, ou feiras artesanais periódicas, em recintos fechados, praças ou
bairros rurais;

13- que sejam subvencionadas as atividades culturais tais como festas religiosas e manifestações profanas peculiares à região;

14 - que, dentro do principio de não agressão ao patrimônio cultural e ecológico da região, sejam formadas comissões responsáveis pela preservação
dos bens culturais, da fauna, da flora e meio-ambiente;

15 - que se inclua no currículo escolar o estudo dos bens culturais da região;

16- que sejam proibidas a venda e a dispersão dos objetos da arte, móveis, livros, imagens religiosas, alfaias, prataria e documentos escritos que compõem o acervo cultural registrado da região;

17- que sejam devidamente cumpridas e fiscalizadas as leis federais e distritais de defesa e preservação do meio ambiente, principalmente em relação a Planaltina-DF.

18 - que sejam amplamente divulgados os princípios emanados desta Carta em
Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e cultural e Paisagístico de Planaltina-DF;

19 – que haja constante e intensiva comunicação entre os órgãos competentes, evitando paralelismo no desenvolvimento de seus programas;

20- que o ano de 2010 seja considerado o ANO DA DEFESA DO PATRIMÔNIO CULTURAL E HISTÓRICO DE PLANALTINA – DF.

ANEXO: Proposição de possíveis instrumentos na forma de Lei para viabilizar as sugestões da Carta de Planaltina:

1. LEIS DE PRESERVAÇÃO E PROTEÇÃO: Homologação da Lei de preservação, proteção do Centro Histórico de Planaltina pela Câmara Legislativa do DF.
Código e ética de obras.
2. Inventário Morfotipológico. Cadastro individual de bens imóveis tombados do Núcleo Histórico de Planaltina e dá outras providências.
3. INCENTIVOS FISCAIS: Lei de promoção e incentivos fiscais. Dispor de incentivos fiscais para realização de projetos culturais em geral.
4. Programa de recuperação do acervo edificado de valor cultural de Planaltina. Criar o fundo distrital de preservação dos bens culturais de Planaltina, bens tangíveis e intangíveis, define seus objetivos, suas fontes de recursos, seus gestores e executores e dá outras providências.
5. Fundo GDF pró-Centro Histórico de Planaltina. Fundo do GDF e da União para conceber incentiva a promoção artística cultural em geral,
recuperação de bens tradicionais, imóveis particulares e públicos e bens
móveis. Ações e produções artísticas particulares,
institucionais e ONGs que
promovam a integridade, a memória do centro histórico e dá outras providências.
6. Homologação pela Câmara Distrital da criação do Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico de Planaltina, envolvendo ação compartilhada dos Governos Federal e Distrital, Administração de
Planaltina, comunidade local, instituições, associações, empresários de setores diversos
voltados aos cuidados com o patrimônio histórico e cultural de Planaltina.
7. Homologação pela Câmara Distrital da criação do Departamento de Patrimônio de Planaltina, composto de equipamentos próprios e equipe multidisciplinar.

Planaltina-DF, 11 de outubro de 2009.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

PLANALTINA - UNIÃO EM TORNO DO VALOR DA MEMÓRIA


(Rodolfo Borges)
Fotos: Rafael Ohana/CB/D.A Press

Grupo de moradores se organiza para defender o centro histórico e tenta conscientizar vizinhos dos benefícios de preservar o patrimônio da cidade



Um grupo de pessoas com projetos diferentes, mas com o mesmo objetivo de preservar a história. É assim que Simone Macedo define a Associação dos amigos do centro histórico de Planaltina, fundada e presidida por ela desde 2007. Depois que parte da estrutura da Igreja São Sebastião foi depredada, há dois anos, alguns moradores da região perceberam que era preciso cuidar do patrimônio da cidade antes que fosse tarde demais. Hoje, o grupo, composto por mais de 50 pessoas, trabalha pelo tombamento do centro histórico e tenta conscientizar moradores e donos de casarões antigos sobre a importância da preservação.
Entre as principais estratégias do grupo está levar arte e cultura para dentro dos casarões. O Hotel Casarão, que existe desde 1962, já cedeu parte de sua estrutura para a construção de um Espaço das Letras, com biblioteca e atividades para jovens da região. “Tentamos fazer com que o proprietário se apaixone por seu casarão. Ele não deve encarar a preservação como obstáculo”, explica Simone.

Curso
Próximo ao hotel fica a sede da associação, também em um antigo casarão, que está sendo reformado e deve abrigar projetos de preservação — os Amigos do Centro Histórico pretendem criar um curso de educação patrimonial em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A Casa do Idoso é outro local preservado, mas o interior da residência onde morava dona Nigrinha, na Rua 13 de Maio, mostra o mal que o tempo vem fazendo a Planaltina. Estruturas de barro originais que davam sustentação à casa estão expostas no interior do terreno e a casa mal se sustenta em pé.
O centro histórico de Planaltina fica ao redor da Praça Salviano Guimarães, no quadrilátero localizado entre as ruas Sergipe, 13 de Maio, 1º de Junho e Hugo Lobo. São dezenas de antigos casarões, que deram lugar a casas depois do parcelamento e venda dos outrora extensos terrenos. Mas ainda restam estruturas originais ao redor da praça, como a fachada do Casarão Azul, uma das mais bonitas e menos preservadas da cidade. A associação já fez um orçamento para a restauração e negocia a obra com o proprietário, que não mora na casa. 
Também está nos planos dos Amigos do Centro Histórico construir um corredor cultural na rua do Casarão Azul e restringir o trânsito de carga pesada pelo centro histórico. “A passagem de ônibus e caminhões danifica a estrutura das casas, que já estão muito fragilizadas”, diz José Rui Lima Jorge, um dos diretores da associação. Na cidade, apenas a Igreja São Sebastião e o Museu Artístico e Histórico de Planaltina são protegidos pelo patrimônio histórico. Os casarões que restaram são preservados graças a um acordo de cavalheiros.
Para ajudar na conservação da cidade, o professor e amigo do centro histórico Flávio Pau Pereira, 42, vem trabalhando o tema da preservação em sala de aula. “Meus alunos sabem o que é um pilão e um moedor. Apresento esses instumentos a eles e os levo aos monumentos históricos para que desenhem a igreja e o museu”, conta. Outro envolvido no trabalho é o professor de geografia Rafael Rodrigues Queiroz, 25. “Quem mora nessas casas não tem consciência da importância de preservar a história do local. Mas vamos trabalhar para mostrar que é possível”, resume.

1- DESRESPEITO
Em fevereiro de 2007, um mourão (pedaço de madeira utilizado para amarrar cavalos) do século 19 foi arrancado e utilizado para fazer duas pequenas fogueiras a 40 metros da porta da igreja. A peça já estava bem desgastada e, depois do ocorrido, foi substituída por uma réplica

2- HISTÓRIA ORAL
O Casarão Azul foi residência do primeiro médico de Planaltina, conhecido como dr. Osana, que teria usado a construção como hospital por algum tempo. A história do casarão é uma das muitas que os amigos do centro histórico tentam recuperar. Como são poucos os registros escritos, é preciso buscar relatos orais dos moradores mais velhos.

Para saber mais:
Igreja de São Sebastião nasceu com promessa
O local onde se encontra a Igreja de São Sebastião foi doado em 1811 pelas famílias Gomes Rabello e Carlos Alarcão. Na época, a região foi vítima de uma epidemia e as famílias prometeram ao santo que ergueriam uma capela em seu nome caso escapassem da doença. A capela foi construída inicialmente em adobe e palha e finalizada em 1870, mas a paróquia mesmo só surgiu 10 anos depois.
Tombada pelo Governo do Distrito Federal em 1982, a igreja foi restaurada em 1984 por meio de convênio entre a Administração Regional de Planaltina, Pró-Memória e a extinta Secretaria de Educação e Cultura do DF. Hoje, já apresenta rachaduras de cima a baixo em vários pontos. Uma das janelas não pode nem ser aberta, sob risco de cair, e o chão, que antes era de madeira, foi substituído por pedras.

Personagem da notícia
Casarão virou escolinha de futsal

É no casarão de dona Nigrinha que o técnico e professor de futsal Alécio Gomes (foto), 57 anos, toca sua escolinha há oito meses. São 250 jovens, de 4 a 18 anos, que recebem lições da modalidade e de cidadania de um técnico bicampeão brasileiro de futsal (feminino, em 1996, e masculino, em 1998). “A casa pertencia a Zé Baiano, que trabalhava com madeira como ninguém, e dona Nigrinha. Depois, passou para uma filha de criação”, lembra Gomes, que estabeleceu como meta extrair talentos esportivos de Planaltina.
Jogador profissional por 12 anos, ele foi o primeiro professor de futebol de vários jogadores de expressão em nível nacional, inclusive do zagueiro Lúcio, capitão da Seleção Brasileira de futebol. “Mas eu não gosto de falar sobre isso, para as pessoas não acharam que quero aproveitar o sucesso dos outros”, diz. Toda segunda, quarta e sexta-feira, o professor leva os alunos das 8h às 11h30 e das14h às 17h30 para a quadra poliesportiva da Praça São Sebastião